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Selic sob influência das eleições 2026, Ryo Asset vê corrida por ativos defensivos e aposta em utilities, mercado precifica cortes de 3 pontos

Avanço do calendário eleitoral deve ditar o ritmo da Selic até 2026, reforçando a busca por ativos defensivos e abrindo espaço para utilities na carteira

O avanço do calendário eleitoral já influencia o ritmo da Selic, com o mercado mirando cortes graduais e maior demanda por ativos defensivos, em meio ao risco político crescente e a incertezas sobre 2026.

Para a Ryo Asset, a corrida por utilities volta ao radar, pela natureza defensiva e pela capacidade de entregar retorno sob cenários macro e políticos distintos, enquanto a atenção se volta às eleições de 2026.

As avaliações são de Luiz Constantino, sócio e diretor de gestão da Ryo, que detalhou cenário, Selic e carteira em conversa, segundo entrevista ao Stock Pickers, apresentado por Lucas Collazo.

Eleições 2026 balizam o ciclo de cortes da Selic

Constantino destaca que a trajetória da Selic deve seguir sensível ao ambiente político, com o mercado testando apostas graduais e maior cautela à medida que o calendário eleitoral ganha protagonismo.

O mercado já precifica uma queda acumulada próxima de três pontos antes da votação em outubro de 2026, porém a intensidade e a duração do ciclo seguem condicionadas ao cenário político.

Com incertezas adiante, investidores calibram prazos, prêmios e apostas em renda fixa, enquanto buscam sinais de ancoragem fiscal e de governabilidade para sustentar cortes adicionais da Selic.

Risco político, pesquisas e humor do investidor

Segundo Constantino, o fator eleitoral ganhou protagonismo e pode alterar o humor dos investidores nos próximos meses, à medida que pesquisas capturem mudanças de preferência do eleitorado.

Uma eventual migração das pesquisas para um candidato de centro direita, associada à preocupação crescente com a violência, poderia abrir janela mais favorável aos ativos locais, avaliou o gestor.

Mesmo assim, a casa evita binarismo em decisões. “Não vamos escolher lado. Não tem como montar o portfólio com base nisso”, afirmou, reforçando gestão prudente e diversificação.

Defensivas em foco, utilities ganham espaço

No atual ambiente, a Ryo reforça a seletividade. Utilities voltam a ganhar espaço como ativos defensivos, por oferecerem receitas mais estáveis e previsibilidade, independentemente do ciclo da Selic.

Mesmo após a compressão recente dos prêmios de risco, o valor intrínseco do setor segue atrativo, com base em fluxos e ativos regulados, o que dá suporte aos múltiplos em diferentes cenários.

Para Constantino, o foco está no fundamento. “O lastro de valor continua mesmo no caso ruim”, disse, ao justificar a preferência por empresas com histórico de retorno e governança sólidos.

Gestão, resiliência e crescimento sob gestão

Mesmo em fase desafiadora para a indústria de fundos, a Ryo Asset superou a marca de R$ 3 bilhões sob gestão, resultado atribuído à disciplina de risco e à execução consistente.

O gestor recorreu à metáfora do navegador Amir Klink, que precisava ser capaz de “desvirar o barco rápido”, para ilustrar a resiliência organizacional necessária em períodos de turbulência.

Segundo ele, o “lastro” da Ryo está no núcleo sênior que atua junto há décadas, o que permitiu manter independência, recusar propostas desalinhadas e preservar a visão de longo prazo.

“Se não fosse o time, não tinha acontecido nada disso”, afirmou Constantino, ao creditar o crescimento à experiência coletiva e ao alinhamento da equipe de investimentos.

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