Ataque dos EUA no Pacífico deixa 4 mortos, Comando Sul alega rota do narcotráfico e grupo terrorista, ofensiva cresce perto da Venezuela
Ataque dos EUA no Pacífico deixa quatro mortos, Comando Sul aponta rota do narcotráfico e organização terrorista, vídeo divulgado mostra bombardeio
Os Estados Unidos realizaram um novo ataque contra um barco no Pacífico. A ação, registrada em vídeo, deixou quatro mortos. O caso reacende o debate sobre o alcance da ofensiva marítima americana.
Segundo o Comando Sul, a embarcação seguia por rota usada pelo narcotráfico, e seria operada por organização classificada pelos EUA como terrorista. O órgão não apresentou evidências.
O episódio integra a recente escalada de operações perto da Venezuela, e causa reação política em Washington. As informações foram divulgadas pelo Comando Sul dos EUA nas redes sociais.
O que diz o Comando Sul sobre o ataque
O Comando Sul afirmou que o barco navegava em área monitorada, e que a inteligência indicou ligação com o tráfico de drogas. A nota cita uma organização tida como terrorista, mas não exibiu provas públicas até o momento.
O vídeo divulgado mostra o bombardeio à embarcação. As autoridades sustentam que o alvo operava em rota ilícita, porém, não detalharam a cadeia de comando dos envolvidos nem a carga transportada.
Escalada de operações no Caribe e no Pacífico
Antes do ataque dos EUA no Pacífico, Washington havia realizado 21 ataques a barcos no Caribe e no Pacífico, com 83 mortes. A intensificação mira rotas suspeitas próximas à costa venezuelana.
Em Caracas, o governo de Nicolás Maduro acusa Donald Trump de tentar derrubá-lo, e promete resistência de população e militares venezuelanos, elevando a tensão regional.
Reações internas nos EUA e questionamentos
A escalada gerou incômodo entre republicanos, que manifestam preocupação após relatos de que sobreviventes de um ataque anterior teriam sofrido um bombardeio subsequente. Parlamentares pedem apuração.
Entidades de direitos humanos cobram transparência, e questionam a ausência de evidências sobre o vínculo direto com o narcotráfico. A pressão por informações oficiais aumenta no Congresso.
Força mobilizada e próximos passos anunciados
Washington mantém cerca de 15 mil militares mobilizados na região, com o porta-aviões Gerald Ford, navios de guerra, jatos e um submarino, ampliando a capacidade de resposta das operações marítimas.
Donald Trump anunciou recentemente que pretende iniciar uma fase terrestre das ações contra o narcotráfico, o que elevaria os riscos e a complexidade do engajamento militar em curso.
