Carlos Bolsonaro chora em homenagem na Alesp, fala em “desumanidade” com Jair Bolsonaro e evento tem protestos, aliados e debate sobre 2026
Carlos Bolsonaro chora na Alesp, fala em “desumanidade” contra Jair Bolsonaro, relata visita ao pai e vê aliados defendendo 2026 em meio a protestos
Carlos Bolsonaro se emocionou em uma homenagem na Alesp e chorou ao ver um vídeo que relembrou a facada sofrida por Jair Bolsonaro em 2018. O vereador discursou com a voz embargada e agradeceu aos presentes.
Ao assumir o microfone, Carlos Bolsonaro pediu compreensão do público, afirmou estar cansado e disse que a homenagem o ajudava a desabafar. Ele mencionou pressão pessoal e política neste momento.
O evento também trouxe a disputa de 2026 ao centro, com referências a Flávio Bolsonaro e apoios no plenário. As informações foram reunidas a partir de cobertura da imprensa e entrevista ao portal Metrópoles, segundo informações publicadas pela imprensa, e entrevista ao portal Metrópoles.
Vídeo da facada e o desabafo de Carlos Bolsonaro
Ao rever imagens da campanha de 2018, Carlos Bolsonaro chorou diante da plateia. Em seguida, disse, “Eu queria nomear um por um, mas minha cabeça está meio perdida”.
Ele complementou o desabafo com outro agradecimento, “Eu queria que os senhores entendessem essa minha cara de triste. Eu agradeço a vocês porque é uma maneira de desabafar e dormir mais tranquilo”.
Carlos Bolsonaro afirmou que tem contado com a rede de apoio de simpatizantes. Disse que enxerga no auditório gestos de solidariedade que pretende levar ao pai, em seu próximo encontro.
Relatos sobre o pai, prisão domiciliar e “quatro metros quadrados”
Segundo Carlos Bolsonaro, desde que o pai ficou em prisão domiciliar, recebeu o pedido para levar “energia boa lá de fora“. Para ele, a plateia em São Paulo emitia sinais de apoio para esse propósito.
Ele relatou uma visita recente e afirmou, “Nos últimos dias pude visitar meu pai uma vez na cadeia. Ele está numa salinha de quatro metros quadrados onde passam uma chave na porta para que ele não possa nem sair no corredor. Quanta desumanidade estão fazendo com ele”.
Deputados aliados disseram no microfone que a noite não estava completa sem Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, que foi citado como autoexilado nos Estados Unidos, segundo os parlamentares que discursaram.
2026 em pauta, Flávio Bolsonaro e reações de aliados
Flávio Bolsonaro foi apontado como escolhido do pai para disputar a Presidência em 2026, informação que gerou reações no mercado e no campo político, segundo relatos citados no evento.
Em entrevista ao Metrópoles, Flávio afirmou, “Ele [Bolsonaro] tem a total confiança, o sangue do sangue dele, os mesmos princípios. E agora está na parte de eu conversar com mais pessoas para que todos entendam que, na verdade, é o projeto que vai ser vitorioso em 2026”.
Aliados em São Paulo afirmaram que o governador Tarcísio de Freitas apoia a indicação. Setores do Centrão, porém, defendem união em torno de Tarcísio, segundo interlocutores citados durante a sessão.
O deputado Mário Frias celebrou a escolha de Flávio Bolsonaro, “É uma notícia boa. União sim, vamos pedir união, desde que seja em torno de Jair Bolsonaro”. O gesto foi aplaudido por apoiadores presentes.
No plenário, o deputado Lucas Bove exibiu um boné com a frase “Bolsonaro 2026” e declarou, “para tristeza da esquerda, vai ter Bolsonaro na urna, sim”.
Em falas no microfone, parlamentares bolsonaristas mencionaram a ausência do ex-presidente, que, segundo eles, cumpre pena de 27 anos por tentativa de golpe, colocaram esse ponto como motivo de tristeza na noite.
Protestos, público e a honraria concedida na Alesp
Antes do evento, cerca de 20 estudantes protestaram nos corredores da Alesp, contra anistia a Jair Bolsonaro e a condenados por tentativa de golpe, do lado oposto a uma porta de vidro.
Houve tensão no acesso, com cartazes rasgados quando a porta se abria para convidados. A galeria não ficou cheia, segundo deputados bolsonaristas, por dificuldade de entrada de apoiadores.
Carlos Bolsonaro e Mário Frias receberam o Colar de Honra ao Mérito Legislativo, proposto pelo deputado Paulo Mansur, destinado a quem contribui para o desenvolvimento social, cultural e econômico do Estado.
Para justificar a homenagem, Paulo Mansur disse que Carlos Bolsonaro “é do Brasil inteiro”. O vereador tem mandato no Rio de Janeiro e planeja disputar o Senado por Santa Catarina em 2026.
Deputados ressaltaram que, embora a noite fosse festiva, prevaleceu um clima de comoção. Para apoiadores, a fala de Carlos Bolsonaro reforçou um discurso de resistência e mobilização para os próximos meses.
Ao encerrar, Carlos Bolsonaro agradeceu as mensagens de solidariedade. Disse que pretende levar ao pai o apoio recebido em São Paulo, reiterou o pedido de orações e de união entre aliados.
